quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vale apena ver de novo.





Claudionor de Andrade
30/01/2013 11:58

Ariano Suassuna e o prendedor de roupas

Em palestra imperdível, o poeta e romancista nordestino defende o Criacionismo
Assisti recentemente a uma conferência de Ariano Suassuna, que me levou a algumas reflexões teológicas. Aliás, não foi bem uma conferência; foi uma aula show. Talvez o mestre paraibano, por sua natural modéstia, não aceite essa designação. Mas, no momento, não acho outra melhor; vai essa mesma. Naquela uma hora e pouco em que permaneci ligado à internet, passei a conhecer outro aspecto da rica personalidade do poeta e romancista, que jamais escondeu o seu amor pelas coisas sertanejas e incompreendidas de nossa terra. Descobri que, sob aquela imensa cultura que transcende estilos e discursos, há um cristão que não se envergonha do Cristianismo.

Boa parte dos intelectuais faz questão de se declarar ateia. Acha essa gente que a descrença em Deus é aquele derradeiro toque que não pode faltar à formação do homem pós-moderno. Eles são fruto de uma academia que, incapaz de ver além de seus horizontes, reduziu-os a pensar que, no arcabouço das conquistas humanas, a religião é um detalhe mero e descartável. Ariano Suassuna não pensa assim. Embora conheça profundamente a filosofia, e sendo ele mesmo filósofo, faz questão de declarar a sua fé nas crenças bíblicas, entre as quais, durante aquela sua palestra, empenhou-se por destacar o Criacionismo.
O prendedor de roupas

Com um sotaque encantador, que lembra o Nordeste e não esquece o Brasil, Suassuna começou, num daqueles parêntesis que só ele consegue fazer, a encarreirar os absurdos de Darwin. Num dado momento, disse que tiraria algo de sua pasta, a fim de provar as incongruências do Evolucionismo. Ele deixou bem claro que não seria a nona sinfonia de Beethoven, nem a Divina Comédia, de Dante Alighieri, pois não queria humilhar os macacos.

Depois de revirar a sua velha e surrada pasta, tirou dali um prendedor de roupas. Em seguida, passou a mostrar o engenho simples, porém eficientíssimo, daquele instrumento que, em todo o mundo, democratiza as roupas, unindo-as em fios e arames comuns. Depois de exibir o mecanismo daquele solitário objeto, acrescentou: “Quem inventou este prendedor é um gênio. Com simples movimentos, prendo e solto minhas roupas. Logo, o macaco nem daqui a quinhentos milhões de anos conseguiria criar algo parecido”.

Sei que algumas pessoas naquele auditório não gostaram do comentário do autor do Auto da Compadecida. Como ninguém ousasse manifestar-se, Ariano prosseguiu afirmando que é mais lógico acreditar no Gênesis da Bíblia Sagrada do que no enredo de Charles Darwin.
A tirania do politicamente correto

Ariano Suassuna deixou bem claro não estar nem um pouco preocupado com o politicamente correto, essa tirania pós-moderna que nos impede de dizer o que pensamos. Aliás, quando alguém antepõe a locução “politicamente correto” a um discurso, na verdade quer dizer: esquerdista ou ateisticamente correto. Isto porque, hoje, não se pode falar, nem sequer pensar, fora dessas fronteiras. Se nos atrevemos a nos expressar além desses limites, logo aparece um representante da esquerda, ou um apóstolo do ateísmo, para impor-nos a sua censura. Sim, justamente eles que tanto apregoam a liberdade de expressão.

O bom e velho Suassuna, porém, mostrou que não podemos curvar-nos à tirania do politicamente correto. Devemos, sim, manifestar-nos com transparência e franqueza. Caso contrário, o politicamente correto transformar-se-á num monstrengo semelhante à Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung. Aliás, tal fantasma já vem assustando até mesmo democracias fortes e vigorosas como a norte-americana. Se não nos precavermos, virá o dia em que todos teremos de portar um livrinho vermelho, indicando-nos o que falar e pensar. Aliás, desconfio de que tal documento já esteja no prelo, pois não são poucas as tentativas de calar-nos a boca e sufocar-nos a consciência.
Voltemos, porém, ao prendedor de roupas de Ariano.
Nem Aquino, nem Newton

Depois de ouvir Suassuna, constatei que não preciso de Tomás de Aquino, a fim de provar a existência de Deus. Posso substituir as cinco vias do teólogo italiano pelo único prendedor de roupas do poeta de João Pessoa e de todas as gentes. Sim, dois gravetos movidos por uma molinha de metal são suficientes para mostrar que Deus realmente existe e que o homem não é fruto de evolução alguma.

Na apologia da fé cristã, usamos às vezes complicados argumentos cosmológicos, e não deixamos de reclamar a ajuda de Newton. Mas, para quem está disposto a crer, basta um apertãozinho do prendedor de Ariano, e as vestimentas do bom-senso logo se ajustam ao corpo da fé cristã. Por que, então, a complexidade da mecânica celeste se temos um mecanismo tão singelo e prosaico como o prendedor de roupas do poeta?
Uma parábola que não foi escrita

Não sei dizer se à época de Jesus já existia prendedor de roupas. Mas, caso existisse, daria uma boa parábola, pois o Senhor, conquanto Mestre dos mestres, era um homem simples e apreciador das coisas singelas. E de cada uma destas, tirou preciosas lições. Da pequenina semente da mostarda, extraiu Ele a grande doutrina da fé. Na dracma perdida, fez-nos achar o real valor da vida. E com a ovelhinha que se extraviara, tangeu-nos ao Bom Pastor.

Jesus também nunca se dobrou ao politicamente correto. Acho que Suassuna muito aprendeu com o Nazareno. Para o homem que se apresentou como a própria verdade, a mentira, ainda que aceita pela sociedade, sempre traz prejuízos à nação. Por isso, entre a aparente correção do pós-modernismo, que tem na velha e matreira serpente a sua inspiração, façamos como o mestre paraibano. Mostremos que há mais proveito num prendedor de roupas do que em teorias esdrúxulas e esquisitas como a de Charles Darwin.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Líder evangélico sugere pastoral aos que se decepcionaram com a Teologia da Prosperidade

8/02/2013 - 17:00

Líder evangélico sugere pastoral aos que se decepcionaram com a Teologia da Prosperidade

Ariovaldo Ramos afirma que ´essa teologia não tem respaldo bíblico`


Líder evangélico sugere pastoral aos que se decepcionaram com a Teologia da Prosperidade
O líder evangélico Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada de São Paulo, conclamou a Igreja a reverter os estragos teológicos, pastorais e comunitários que a Teologia da Prosperidade provocou em seu meio. "Essa teologia não tem respaldo bíblico", escreveu em seu blog.

"Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem", disse. "O antigo conto do vigário foi substituído pelo conto do pastor", ironizou.

Em aplicação há mais de 30 anos no Brasil, a Teologia da Prosperidade ainda se mantém viva. Ariovaldo se pergunta como ela consegue atrair seguidores, para responder: "Em primeiro lugar, a vida longa se sustenta pela criatividade, os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, vivem de promover espetáculos às custas da boa fé do povo", constata.

Seus arautos são muito criativos, verdadeiros "pop stars" animadores de auditórios. "É uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais", analisa.

Outro fator para a vida longa experimentada pela Teologia da Prosperidade, segundo Ariovaldo, é a penitência. "Os pregadores dessa panacéia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como 'não dever nada a ninguém', fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval".

A Teologia da Prosperidade justifica o pior do capitalismo, que se sustenta no individualismo e no consumismo. Quem mais acumula é o "protótipo do ser humano de fé". Na verdade, "a fé cristã, de modo geral, não se dá bem com a busca pela riqueza como objetivo em si", aponta Ariovaldo.

Não é de estranhar, pois, que "ética seja um artigo em falta na vida e no 'shopping center' de fé desses 'ministros'", afirma o líder evangélico. Os pastores se enriquecem, melhoram sensivelmente o padrão de vida, adquirem patrimônio, viram artistas de TV, enquanto o povo espera que a negociata com Deus se concretize.

Ariovaldo sugere que a Igreja desenvolva uma pastoral para aquelas pessoas que ouviram falar de Cristo nas igrejas que propagam a Teologia da Prosperidade, mas nelas não o encontraram e não viram as promessas de vida próspera se concretizarem.

"Aqueles que pararam de procurar o Cristo talvez estejam perdidos para sempre. Mas há aqueles que continuam procurando. A esses a Igreja deve se voltar", defende o pastor, sugerindo a introdução de "uma pastoral para a decepção".

CPADNEWS.

sábado, 19 de janeiro de 2013

As atividades do Espírito Santo na vida do crente (Parte I)



As várias facetas da obra de Deus em nossa vida após recebermos a Salvação em Cristo

Na nova vida em Cristo, o Espírito Santo passa a habitar o nosso interior e nos tornamos alvos de maravilhosas operações espirituais. Uma das primeiras atividades do Espírito na nova vida é confirmar a salvação recebida. Há uma palavra bíblica que confirma essa obra do Espírito: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
Essa é uma certeza e confiança que só o Espírito Santo pode conceder. Sem essa certeza, nossa salvação seria superficial. A alegria que reina no coração do crente vem do fato da absoluta certeza e convicção de que está salvo. É o Espírito dentro do crente quem fortifica essa confiança na salvação recebida. Quem salva é Jesus e quem dá a certeza da salvação é o Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6). A salvação, que proporciona essa nova vida, assegura o nosso direito de filiação a Deus. Não nos tornamos filhos de Deus apenas porque a Bíblia diz que somos, mas também porque o Espírito clama dentro de nós dizendo: “Aba, Pai!”.
Em segundo lugar, o Espírito habilita o crente, isto é, prepara-o para a vitória sobre o poder do pecado. Por si mesmo, o crente não encontra meios de vencer o pecado ao seu redor. Ele precisa de poder para vencer o pecado nas suas inumeráveis investidas. Para que ele vença, é preciso “andar no Espírito”, como diz a Palavra de Deus: “Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.4).
É o Espírito quem habilita o crente a ser vitorioso, baseado no poder da obra expiatória de Cristo. Quando o Espírito está em nós, nosso espírito é fortalecido e a carne é subjugada nos seus desejos. A Bíblia confirma este fato quando diz: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16).
Em terceiro lugar, o Espírito Santo guia o crente através da Palavra de Deus. Notemos o que Jesus falou acerca do Espírito: “Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16.13). A partir do momento que uma pessoa torna-se “nova criatura” em Cristo, o Espírito que nela habita guiará essa pessoa conforme os ditames da Palavra de Deus. A regra de fé e conduta do crente está inserida na Palavra de Deus.
Todas as respostas, todas as diretrizes para a vida cristã estão na Bíblia, e o Espírito Santo as tornará vivas e poderosas. Ser guiado através da Palavra de Deus pelo Espírito é viver segundo o Espírito – “mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1Co 2.12).
Em quarto lugar, o Espírito faz o crente produzir “o fruto do Espírito”. Vejamos o que está escrito a esse respeito: “Mas o fruto do Espírito é caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23).
Notemos que é um fruto contendo nove partes distintas. Não são nove frutos, mas um só fruto completo. Isso indica um “todo” indispensável e inseparável na vida cristã. É trabalho do Espírito habilitar o crente para produzir esse fruto. Ele em nós capacita-nos a ter as qualidades desse fruto maravilhoso. É o Espírito quem nos capacita a ser vitoriosos e producentes. Esse fruto independe de sermos batizados no Espírito Santo. Ele pode ser produzido a partir do momento em que uma pessoa se torna “nova criatura em Cristo”.
As três primeiras partes do fruto relacionam-se com Deus e a comunhão com Ele. As três outras partes do fruto relacionam-se com o próximo: “longanimidade, benignidade e bondade”. As três últimas partes do fruto relacionam-se com a vida cristã do crente: “fé, mansidão e temperança”.
Em quinto lugar, o corpo do crente torna-se templo do Espírito Santo. Diz a Bíblia: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em nós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19).
Não devemos querer separar ou isolar as partes material e espiritual, o corpo e o espírito. Deus tem interesse em que corpo, alma e espírito sejam cheios da sua plenitude. Nosso espírito é o lugar da habitação, o centro e o trono do Espírito, mas nosso corpo é o seu templo.
Todo o ser do crente deve ser santificado para o Senhor e dominado por Ele. A Palavra de Deus confirma esse fato: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).
A palavra santificar significa separar. Somos separados para uso do Senhor com todo o nosso ser. Se somos templo do Senhor para que Ele se manifeste em nós, devemos cuidar, não só da alma e espírito, mas também do corpo para que o mesmo esteja sempre em condições para a manifestação divina. Os vícios e pecados contra o corpo devem ser repelidos. Todo o pecado contra o corpo afeta a nossa comunhão com o Espírito que habita nele e tem seu trono no nosso espírito.
Em sexto lugar, o Espírito ajuda o crente no ministério da oração. Esse é o trabalho mais árduo para o crente – a oração. Por isso, sem a ajuda do Espírito dentro de nós, não teríamos condições de orar. Toda vez que o crente predispõe-se a orar, tem de lutar contra forças imperiosas de fora e de dentro de nós que querem impedir-nos de orar. É uma luta de âmbito espiritual e também entre a carne (nossa natureza pecaminosa) e o espírito.
Circunstâncias exteriores surgem tão logo nos dispomos a orar, mas temos que persistir e pedir ajuda do Espírito para irmos até o fim. A Palavra de Deus confirma essa ajuda: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).
Em sétimo lugar, o Espírito reveste o crente com poder para que esse faça a vontade de Deus, para fazer a Sua obra. Que podemos fazer sem o “poder do Espírito”? Nada! Precisamos do poder de encorajamento, de renúncia, de amor, para fazermos a obra de Deus.
Os discípulos de Jesus, enquanto não foram revestidos do poder, estavam medrosos, assustados, com medo de morrer e acovardados. No Dia de Pentecostes, foram “cheios do Espírito” e suas vidas se tornaram poderosas, corajosas e atuantes. Receberam uma dinâmica espiritual capaz de vencer todos os obstáculos. Fazer o serviço de Deus sem estarmos preparados para fazê-lo é correr risco de não fazermos nada. Jesus disse aos Seus discípulos, antes de subir aos Céus: “Ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).
Esse poder capacita o crente a fazer bem a obra de Deus. Concede-lhe condições de vencer os obstáculos morais, físicos, materiais e espirituais.
Pr. Elienai Cabral


sábado, 5 de janeiro de 2013

1º Trimestre da EBD em 2013, chamamos à todos participem em suas respectivas igrejas.

Eliseu ver Elias ser levado aos céus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vale de Acor, uma Porta de Esperança





Texto: Oséias 2:14,15
Introdução:
  • Êxodo 19:1 - Depois de 3 meses de viagem o povo chegou ao pé do Monte Sinai. Também conhecido como Monte Horebe.
  • Êxodo 19:2 - Ali havia um grande deserto, onde o povo poderia acampar.
  • Aqui acontecem dois fatos importantes:
1.
O povo recebe os 10 mandamentos.

2.
Foi renovada a aliança entre Deus e Israel. (Êxodo 19:4-6)
  • Agora Deus iria levar seu povo para Canaã, que estava bem perto.
  • Oséias 2:8 - Israel recebe presentes do Senhor. Como um "casamento"
  • Oséias 2:8b - Israel deu os presentes para Baal. Adultério Espiritual.
  • Oséias 2:14 "eis que eu a atrairei e o levarei para o deserto" - Israel será levado ao Vale de Acor e terá uma segunda oportunidade. "v. 14b.... e lhe falarei ao coração"
  • Haverá uma porta de esperança e ela está no vale de Acor.
A)
O VALE DE ACOR.
  • Acor: significa perturbação.
  • Este vale dava acesso fácil à Canaã.
  • Vejamos o que aconteceu neste vale nos dias de Josué: Josué 7: 24,26
  • Acã: significa turbulento.
  • Pelo pecado de Acã, a porta de esperança se transformou em vale da desgraça.
  • Vale de Acor significa pecado, desobediência, lágrimas, condenação, morte.
  • Aplicação: Sua vida pode estar sendo um vale de Acor. Jesus hoje pode transformar em porta da esperança.
B)
A PORTA DA ESPERANÇA.
  • Oséias 2:15 - "e ali cantará" - antes desgraça, agora de música.
  • A promessa de Deus: Transformar o vale da desgraça em porta da esperança.
  • Ilustração: Programa de TV tinha um quadro "A porta da esperança" Na maioria das vezes era a porta da tristeza/decepção.
  • Com Deus não é assim. Mandamento de Deus: Você obedece. Promessa de Deus: você se apega.
  • Como o vale da desgraça ( Acor) se transforma em porta da esperança?
  • Oséias 2:8 - É preciso abandonar Baal. Baal é ídolo. O que é um ídolo?
  • Tudo o que toma a lugar de Deus no seu coração.
Conclusão:
Dois textos no NT: 1. João 10: 7-9, Jesus diz: "Eu sou a porta" O acesso direto e único para o céu. 2. Hebreus 10:20 "um novo e vivo caminho" Oferecido à você agora.


DIA DA BÍBLIA




De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialectos.

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida faleceu antes de concluir o trabalho, que foi finalizado por colaboradores holandeses.

Eusébio Jerônimo, dálmata, conhecido como São Jerônimo que traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim. Esta versão é a célebre Vulgata, cuja autenticidade foi declara pelo Concílio de Trento em 1542.

A palavra, Bíblia, deriva do grego Bíblos ou bíblion, significando ‘rolo’ ou ‘livro’. O nome ‘Bíblia’ foi adotada pelo Cristianismo a partir do ano 200 d.C.  A Igreja Católica Apostólica Romana determinou como oficiais 73 livros bíblicos, 46 integrantes do Antigo Testamento e 27 do Novo. A Bíblia Católica tem sete livros a mais no Velho Testamento do que as versões adotadas por outras religiões cristãs e pelo Judaísmo. 

Originalmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. Os capítulos foram criados pelo Professor Stephen Langton, em 1227 d.C. Em 1551 Robert Stephanus percebeu que era fundamental implementar subdivisões nesta obra, e assim elaborou os versículos. Somente em 1748 d.C. surgiu uma edição bíblica na língua portuguesa, a partir da Vulgata Latina. Contendo sessenta e seis livros, a Bíblia é tida como uma das publicações mais vendidas ao redor do mundo.

domingo, 25 de novembro de 2012

O relacionamento entre o mundo e o crente




O relacionamento entre o mundo e o crente
Por Susana Benedito Cirqueira

A atualidade da mensagem bíblica

Juvenis 


“Ah, Essa história de novo?”. Ou: “Eu já conheço esse assunto!”.

Frases como essas certamente trazem preocupação aos professores. Mas o que fazer para que nossas aulas tragam conhecimento e experiências novas que marquem a vida de nossos alunos?

Despertar a atenção do aluno e aguçá-lo a conhecer mais a Palavra são algumas das tarefas do bom educador cristão. Mas aí temos a pergunta que não quer calar: A Bíblia tem a resposta para tudo? Escrita há tanto tempo, ela se adéqua à realidade que vivemos hoje? Como fazer abrochar no coração do aluno o amor e submissão à Palavra? Desenvolver essa fé e conscientizar esses juvenis sobre a importância da Palavra de Deus requer empenho do ensinador. 

Os nossos alunos não usufruirão das promessas bíblicas para os seus dias se não forem levados ao conhecimento profundo de Deus e do Seu amor explícitos em Sua Palavra. Professores que preparam suas aulas de maneira superfi cial e improvisada levarão aos seus ouvintes aulas de conteúdo duvidoso e inadequado. E acabarão por não produzir o resultado esperado: crianças e adolescentes transformados pela Palavra.

 A mensagem bíblica e o professor

Costumo dizer que não fomos chamados para sermos contadores de histórias bíblicas!Deus nos chamou para lançarmos mão da Sua Palavra e a aplicarmos à vida de nossos alunos de maneira que produza transformação de caráter e, consequentemente, mudança de atitudes. 

Em toda a Bíblia, Deus tem propósitos e não é somente nos fazer conhecedores dos fatos verídicos ocorridos em um passado tão distante, mas nos revelar conhecimentos importantes e orientações valiosas para uma vida cristã vitoriosa. 

Mas atenção, professor, essas preciosidades serão reveladas somente àqueles que se dispõe a cavoucar a Palavra! É por meio de um estudo minucioso, e não numa leitura superficial, que Deus nos revela conhecimentos e coloca à nossa disposição sabedorias que, se apresentadas aos nossos alunos, atingirão seus corações e suas vidas de maneira específica, proporcionando-lhes experiências inesquecíveis. 

Todos nós ansiamos por ouvir a voz de Deus e receber uma direção. Quando estamos na igreja cultuando ou na ED aprendendo a Palavra esperamos que nosso coração receba a resposta e orientação ansiadas. 

A Bíblia é sua vida hoje!

Quando lemos na Bíblia a história da filha de Jairo perguntamos: O que posso retirar desse texto para minha vida com Deus? E ao analisarmos os acontecimentos vemos um chefe de Sinagoga desesperado, que não se preocupou com seu cargo importante, com o que falariam dele e prostrou-se aos pés daquele que tinha a solução para seu problema. 

E então pensamos: “O que está me impedindo de ir aos pés de Jesus? Deus quer que levemos nossos problemas a Ele com fé e é exatamente isso que vou fazer!”. Amados, isso é a Bíblia sendo atual em sua vida! 

Quando olhamos para a história de Neemias e vemos todos os seus inimigos, todos os levantes que se colocaram para impedi-lo de realizar uma grande obra, pensamos: “Não importa o que aconteça, vou fazer a vontade de Deus! Vou realizar uma grande obra para o meu Deus!”. Olha a Bíblia sendo atual em sua vida novamente! 

A atualidade da Palavra está na disposição daquele que a lê, que a ouve e aplica seus conteúdos à sua vida tomando como exemplo as atitudes, escolhas e experiências dos personagens dos relatos bíblicos. Está em seguir as orientações divinas encontradas com abundância nas páginas das Escrituras Sagradas. 

Um livro tão complexo e ao mesmo tempo simples e acessível, cheio de relatos e culturas diferentes, mas tão apropriado ao dia a dia, exortador e ao mesmo tempo tão acolhedor, fala de outras pessoas enquanto trata da nossa própria vida, como se soubesse dos nossos segredos mais ocultos. Assim é a Bíblia. 

Adolescestes 

O relacionamento entre o crente e o mundo

 A palavra “relacionamento” vem do latim relatio, que significa “restauração, ato de trazer de volta; ato ou efeito de relacionar”. E possui ainda significados como: amizade, intimidade, travar relacionamento com alguém. O sentido de “estabelecer uma ligação entre pessoas” é do século XVIII.

Pelos significados da palavra, já entendemos a impossibilidade de algum tipo de relacionamento entre o cristão e o mundo em que vivemos. 
É claro que, enquanto neste mundo, o crente acaba convivendo com suas dinâmicas e se adéqua de maneira a não criar atritos e ferir seus princípios.

A Bíblia nos exorta sobre o perigo dessa convivência e nos adverte sobre a precaução necessária para não nos ferirmos na caminhada. 

O mundo fere a nossa fé em Deus
 A Palavra nos ensina a vencer as filosofias desse mundo que querem destruir a nossa fé no Deus verdadeiro. Desde cedo as nossas crianças ficam expostas a teorias criadas por Satanás para deturpar as verdades bíblicas, ataques que só aumentam com os anos, com o intuito de colocar questionamentos no coração dos nossos adolescentes. 

Dúvidas sobre a divindade de Deus, a veracidade da Palavra, a salvação e a vida eterna são algumas das setas que o inimigo tem atirado sobre nossos alunos para que percam a intimidade com Deus e vivam fora dos parâmetros bíblicos. 

Teorias como da Evolução, que contrariam a criação de Deus, ensinos sobre a bondade humana como requisito para alcançar a salvação, mentiras sobre a inexistência do inferno e a banalização dos conceitos “certo” e “errado” contrariam o que a Bíblia ensina.

Livros, filmes, programas de TV e brincadeiras que zombam da fé cristã colocam armadilhas diante dos nossos adolescentes para afastá-los de Deus. A Bíblia nos exorta em 2 Coríntios 2.11 sobre os ardis de Satanás e o quanto ele trabalha para nos destruir, a fim de que não sejamos derrotados por ele (1 Pedro 5.8). 

O mundo fere o nosso caráter

O que revela o nosso caráter para o mundo são as atitudes e escolhas do cotidiano. No trabalho, na escola, na igreja ou em qualquer outro lugar, somos revelados pelas nossas ações.

 A busca pela aceitação do grupo, o desejo desenfreado de sobressair, a pressão para provarem que são capazes impulsionam nossos adolescentes ao comportamento reprovado pelas Escrituras Sagradas. O uso de drogas, a pornografia, sexo fora do casamento, rebeldia, 
materialismo, enfim, tantas ciladas com um único objetivo: desviarmos dos planos maravilhosos de Deus! 

E é nesse relacionamento perigoso que muitos adolescentes sem orientação se perdem e escrevem um caminho de dores para suas próprias vidas. Escolhas erradas, amigos errados, caminhos de pecado levam-no para mais longe de Deus.

O mundo fere a nossa família

Quando o adolescente cristão se deixa envolver com este mundo e passa a pautar sua vida pelos parâmetros estabelecidos por essa geração pecaminosa termina por expor seu coração à rebeldia e desafeto, tornando o ambiente familiar conflituoso. 

A desobediência aos pais e o desprezo pelas regras geram a desunião da família e o sofrimento dos entes queridos, mas infelizmente o adolescente muitas vezes não percebe o que está fazendo até que a situação se torna insustentável. 

É nessa hora que o desejo de explorar o mundo, a diversão, a “galera” ocupam o primeiro lugar no coração do jovem e o cega para as coisas verdadeiramente importantes. 

Como na parábola do filho pródigo, alguns abrem mão do precioso convívio com a família em busca de aventuras e prazer e acabam encontrando somente tristeza e decepção. É nesse envolvimento com o mundo e o que nele há que muitos machucam o coração dos familiares e levam angústia e preocupação àqueles que se importam conosco de verdade (1 João 2.15-17).

O mundo fere a nossa comunhão com Deus
Em Gálatas 5.16-25, Paulo é muito claro em nos explicar sobre os perigos de cedermos às vontades da nossa carne e como elas se diferem do fruto do Espírito. 

Quando cedemos à tentação e nos envolvemos com as coisas vis deste mundo criamos um abismo entre nós e o nosso Deus. Nunca devemos subestimar o poder do inimigo brincando com o pecado, mas devemos nos revestir das armas que Deus nos deixou para termos vitória sobre o destruidor (Ef 6.10-17).

A firme decisão de nos colocarmos ao lado do Senhor para servi-lo e adorá-lo certamente nos separará deste mundo. Não há possibilidades de relacionamento com os dois, pois, ou somos cristãos verdadeiros, sujeitando-nos a Deus e fugindo do mal (Tiago 4.7) ou nos inclinamos à carne. 

Em Romanos 8, a partir do versículo 5, vemos o perigo da inclinação ao pecado. Quando a carne sobressai em nossas vidas interfere de maneira direta em nossa vida espiritual impedindo a nossa adequação às Leis de Deus e consequentemente de agradá-lo.


Susana dos Santos Cirqueira é pedagoga, Coordenadora Geral do Departamento Infantil “Crescendo em Cristo”, Professora de Evangelização Infantil da Escola de Missões das Assembleias de Deus (EMAD) e Coordenadora do Curso de Ensino para Professores Evangelistas de Crianças (Cepec)