sábado, 19 de janeiro de 2013

As atividades do Espírito Santo na vida do crente (Parte I)



As várias facetas da obra de Deus em nossa vida após recebermos a Salvação em Cristo

Na nova vida em Cristo, o Espírito Santo passa a habitar o nosso interior e nos tornamos alvos de maravilhosas operações espirituais. Uma das primeiras atividades do Espírito na nova vida é confirmar a salvação recebida. Há uma palavra bíblica que confirma essa obra do Espírito: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
Essa é uma certeza e confiança que só o Espírito Santo pode conceder. Sem essa certeza, nossa salvação seria superficial. A alegria que reina no coração do crente vem do fato da absoluta certeza e convicção de que está salvo. É o Espírito dentro do crente quem fortifica essa confiança na salvação recebida. Quem salva é Jesus e quem dá a certeza da salvação é o Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6). A salvação, que proporciona essa nova vida, assegura o nosso direito de filiação a Deus. Não nos tornamos filhos de Deus apenas porque a Bíblia diz que somos, mas também porque o Espírito clama dentro de nós dizendo: “Aba, Pai!”.
Em segundo lugar, o Espírito habilita o crente, isto é, prepara-o para a vitória sobre o poder do pecado. Por si mesmo, o crente não encontra meios de vencer o pecado ao seu redor. Ele precisa de poder para vencer o pecado nas suas inumeráveis investidas. Para que ele vença, é preciso “andar no Espírito”, como diz a Palavra de Deus: “Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.4).
É o Espírito quem habilita o crente a ser vitorioso, baseado no poder da obra expiatória de Cristo. Quando o Espírito está em nós, nosso espírito é fortalecido e a carne é subjugada nos seus desejos. A Bíblia confirma este fato quando diz: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16).
Em terceiro lugar, o Espírito Santo guia o crente através da Palavra de Deus. Notemos o que Jesus falou acerca do Espírito: “Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16.13). A partir do momento que uma pessoa torna-se “nova criatura” em Cristo, o Espírito que nela habita guiará essa pessoa conforme os ditames da Palavra de Deus. A regra de fé e conduta do crente está inserida na Palavra de Deus.
Todas as respostas, todas as diretrizes para a vida cristã estão na Bíblia, e o Espírito Santo as tornará vivas e poderosas. Ser guiado através da Palavra de Deus pelo Espírito é viver segundo o Espírito – “mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1Co 2.12).
Em quarto lugar, o Espírito faz o crente produzir “o fruto do Espírito”. Vejamos o que está escrito a esse respeito: “Mas o fruto do Espírito é caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23).
Notemos que é um fruto contendo nove partes distintas. Não são nove frutos, mas um só fruto completo. Isso indica um “todo” indispensável e inseparável na vida cristã. É trabalho do Espírito habilitar o crente para produzir esse fruto. Ele em nós capacita-nos a ter as qualidades desse fruto maravilhoso. É o Espírito quem nos capacita a ser vitoriosos e producentes. Esse fruto independe de sermos batizados no Espírito Santo. Ele pode ser produzido a partir do momento em que uma pessoa se torna “nova criatura em Cristo”.
As três primeiras partes do fruto relacionam-se com Deus e a comunhão com Ele. As três outras partes do fruto relacionam-se com o próximo: “longanimidade, benignidade e bondade”. As três últimas partes do fruto relacionam-se com a vida cristã do crente: “fé, mansidão e temperança”.
Em quinto lugar, o corpo do crente torna-se templo do Espírito Santo. Diz a Bíblia: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em nós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19).
Não devemos querer separar ou isolar as partes material e espiritual, o corpo e o espírito. Deus tem interesse em que corpo, alma e espírito sejam cheios da sua plenitude. Nosso espírito é o lugar da habitação, o centro e o trono do Espírito, mas nosso corpo é o seu templo.
Todo o ser do crente deve ser santificado para o Senhor e dominado por Ele. A Palavra de Deus confirma esse fato: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).
A palavra santificar significa separar. Somos separados para uso do Senhor com todo o nosso ser. Se somos templo do Senhor para que Ele se manifeste em nós, devemos cuidar, não só da alma e espírito, mas também do corpo para que o mesmo esteja sempre em condições para a manifestação divina. Os vícios e pecados contra o corpo devem ser repelidos. Todo o pecado contra o corpo afeta a nossa comunhão com o Espírito que habita nele e tem seu trono no nosso espírito.
Em sexto lugar, o Espírito ajuda o crente no ministério da oração. Esse é o trabalho mais árduo para o crente – a oração. Por isso, sem a ajuda do Espírito dentro de nós, não teríamos condições de orar. Toda vez que o crente predispõe-se a orar, tem de lutar contra forças imperiosas de fora e de dentro de nós que querem impedir-nos de orar. É uma luta de âmbito espiritual e também entre a carne (nossa natureza pecaminosa) e o espírito.
Circunstâncias exteriores surgem tão logo nos dispomos a orar, mas temos que persistir e pedir ajuda do Espírito para irmos até o fim. A Palavra de Deus confirma essa ajuda: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).
Em sétimo lugar, o Espírito reveste o crente com poder para que esse faça a vontade de Deus, para fazer a Sua obra. Que podemos fazer sem o “poder do Espírito”? Nada! Precisamos do poder de encorajamento, de renúncia, de amor, para fazermos a obra de Deus.
Os discípulos de Jesus, enquanto não foram revestidos do poder, estavam medrosos, assustados, com medo de morrer e acovardados. No Dia de Pentecostes, foram “cheios do Espírito” e suas vidas se tornaram poderosas, corajosas e atuantes. Receberam uma dinâmica espiritual capaz de vencer todos os obstáculos. Fazer o serviço de Deus sem estarmos preparados para fazê-lo é correr risco de não fazermos nada. Jesus disse aos Seus discípulos, antes de subir aos Céus: “Ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).
Esse poder capacita o crente a fazer bem a obra de Deus. Concede-lhe condições de vencer os obstáculos morais, físicos, materiais e espirituais.
Pr. Elienai Cabral


sábado, 5 de janeiro de 2013

1º Trimestre da EBD em 2013, chamamos à todos participem em suas respectivas igrejas.

Eliseu ver Elias ser levado aos céus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vale de Acor, uma Porta de Esperança





Texto: Oséias 2:14,15
Introdução:
  • Êxodo 19:1 - Depois de 3 meses de viagem o povo chegou ao pé do Monte Sinai. Também conhecido como Monte Horebe.
  • Êxodo 19:2 - Ali havia um grande deserto, onde o povo poderia acampar.
  • Aqui acontecem dois fatos importantes:
1.
O povo recebe os 10 mandamentos.

2.
Foi renovada a aliança entre Deus e Israel. (Êxodo 19:4-6)
  • Agora Deus iria levar seu povo para Canaã, que estava bem perto.
  • Oséias 2:8 - Israel recebe presentes do Senhor. Como um "casamento"
  • Oséias 2:8b - Israel deu os presentes para Baal. Adultério Espiritual.
  • Oséias 2:14 "eis que eu a atrairei e o levarei para o deserto" - Israel será levado ao Vale de Acor e terá uma segunda oportunidade. "v. 14b.... e lhe falarei ao coração"
  • Haverá uma porta de esperança e ela está no vale de Acor.
A)
O VALE DE ACOR.
  • Acor: significa perturbação.
  • Este vale dava acesso fácil à Canaã.
  • Vejamos o que aconteceu neste vale nos dias de Josué: Josué 7: 24,26
  • Acã: significa turbulento.
  • Pelo pecado de Acã, a porta de esperança se transformou em vale da desgraça.
  • Vale de Acor significa pecado, desobediência, lágrimas, condenação, morte.
  • Aplicação: Sua vida pode estar sendo um vale de Acor. Jesus hoje pode transformar em porta da esperança.
B)
A PORTA DA ESPERANÇA.
  • Oséias 2:15 - "e ali cantará" - antes desgraça, agora de música.
  • A promessa de Deus: Transformar o vale da desgraça em porta da esperança.
  • Ilustração: Programa de TV tinha um quadro "A porta da esperança" Na maioria das vezes era a porta da tristeza/decepção.
  • Com Deus não é assim. Mandamento de Deus: Você obedece. Promessa de Deus: você se apega.
  • Como o vale da desgraça ( Acor) se transforma em porta da esperança?
  • Oséias 2:8 - É preciso abandonar Baal. Baal é ídolo. O que é um ídolo?
  • Tudo o que toma a lugar de Deus no seu coração.
Conclusão:
Dois textos no NT: 1. João 10: 7-9, Jesus diz: "Eu sou a porta" O acesso direto e único para o céu. 2. Hebreus 10:20 "um novo e vivo caminho" Oferecido à você agora.


DIA DA BÍBLIA




De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialectos.

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida faleceu antes de concluir o trabalho, que foi finalizado por colaboradores holandeses.

Eusébio Jerônimo, dálmata, conhecido como São Jerônimo que traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim. Esta versão é a célebre Vulgata, cuja autenticidade foi declara pelo Concílio de Trento em 1542.

A palavra, Bíblia, deriva do grego Bíblos ou bíblion, significando ‘rolo’ ou ‘livro’. O nome ‘Bíblia’ foi adotada pelo Cristianismo a partir do ano 200 d.C.  A Igreja Católica Apostólica Romana determinou como oficiais 73 livros bíblicos, 46 integrantes do Antigo Testamento e 27 do Novo. A Bíblia Católica tem sete livros a mais no Velho Testamento do que as versões adotadas por outras religiões cristãs e pelo Judaísmo. 

Originalmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. Os capítulos foram criados pelo Professor Stephen Langton, em 1227 d.C. Em 1551 Robert Stephanus percebeu que era fundamental implementar subdivisões nesta obra, e assim elaborou os versículos. Somente em 1748 d.C. surgiu uma edição bíblica na língua portuguesa, a partir da Vulgata Latina. Contendo sessenta e seis livros, a Bíblia é tida como uma das publicações mais vendidas ao redor do mundo.

domingo, 25 de novembro de 2012

O relacionamento entre o mundo e o crente




O relacionamento entre o mundo e o crente
Por Susana Benedito Cirqueira

A atualidade da mensagem bíblica

Juvenis 


“Ah, Essa história de novo?”. Ou: “Eu já conheço esse assunto!”.

Frases como essas certamente trazem preocupação aos professores. Mas o que fazer para que nossas aulas tragam conhecimento e experiências novas que marquem a vida de nossos alunos?

Despertar a atenção do aluno e aguçá-lo a conhecer mais a Palavra são algumas das tarefas do bom educador cristão. Mas aí temos a pergunta que não quer calar: A Bíblia tem a resposta para tudo? Escrita há tanto tempo, ela se adéqua à realidade que vivemos hoje? Como fazer abrochar no coração do aluno o amor e submissão à Palavra? Desenvolver essa fé e conscientizar esses juvenis sobre a importância da Palavra de Deus requer empenho do ensinador. 

Os nossos alunos não usufruirão das promessas bíblicas para os seus dias se não forem levados ao conhecimento profundo de Deus e do Seu amor explícitos em Sua Palavra. Professores que preparam suas aulas de maneira superfi cial e improvisada levarão aos seus ouvintes aulas de conteúdo duvidoso e inadequado. E acabarão por não produzir o resultado esperado: crianças e adolescentes transformados pela Palavra.

 A mensagem bíblica e o professor

Costumo dizer que não fomos chamados para sermos contadores de histórias bíblicas!Deus nos chamou para lançarmos mão da Sua Palavra e a aplicarmos à vida de nossos alunos de maneira que produza transformação de caráter e, consequentemente, mudança de atitudes. 

Em toda a Bíblia, Deus tem propósitos e não é somente nos fazer conhecedores dos fatos verídicos ocorridos em um passado tão distante, mas nos revelar conhecimentos importantes e orientações valiosas para uma vida cristã vitoriosa. 

Mas atenção, professor, essas preciosidades serão reveladas somente àqueles que se dispõe a cavoucar a Palavra! É por meio de um estudo minucioso, e não numa leitura superficial, que Deus nos revela conhecimentos e coloca à nossa disposição sabedorias que, se apresentadas aos nossos alunos, atingirão seus corações e suas vidas de maneira específica, proporcionando-lhes experiências inesquecíveis. 

Todos nós ansiamos por ouvir a voz de Deus e receber uma direção. Quando estamos na igreja cultuando ou na ED aprendendo a Palavra esperamos que nosso coração receba a resposta e orientação ansiadas. 

A Bíblia é sua vida hoje!

Quando lemos na Bíblia a história da filha de Jairo perguntamos: O que posso retirar desse texto para minha vida com Deus? E ao analisarmos os acontecimentos vemos um chefe de Sinagoga desesperado, que não se preocupou com seu cargo importante, com o que falariam dele e prostrou-se aos pés daquele que tinha a solução para seu problema. 

E então pensamos: “O que está me impedindo de ir aos pés de Jesus? Deus quer que levemos nossos problemas a Ele com fé e é exatamente isso que vou fazer!”. Amados, isso é a Bíblia sendo atual em sua vida! 

Quando olhamos para a história de Neemias e vemos todos os seus inimigos, todos os levantes que se colocaram para impedi-lo de realizar uma grande obra, pensamos: “Não importa o que aconteça, vou fazer a vontade de Deus! Vou realizar uma grande obra para o meu Deus!”. Olha a Bíblia sendo atual em sua vida novamente! 

A atualidade da Palavra está na disposição daquele que a lê, que a ouve e aplica seus conteúdos à sua vida tomando como exemplo as atitudes, escolhas e experiências dos personagens dos relatos bíblicos. Está em seguir as orientações divinas encontradas com abundância nas páginas das Escrituras Sagradas. 

Um livro tão complexo e ao mesmo tempo simples e acessível, cheio de relatos e culturas diferentes, mas tão apropriado ao dia a dia, exortador e ao mesmo tempo tão acolhedor, fala de outras pessoas enquanto trata da nossa própria vida, como se soubesse dos nossos segredos mais ocultos. Assim é a Bíblia. 

Adolescestes 

O relacionamento entre o crente e o mundo

 A palavra “relacionamento” vem do latim relatio, que significa “restauração, ato de trazer de volta; ato ou efeito de relacionar”. E possui ainda significados como: amizade, intimidade, travar relacionamento com alguém. O sentido de “estabelecer uma ligação entre pessoas” é do século XVIII.

Pelos significados da palavra, já entendemos a impossibilidade de algum tipo de relacionamento entre o cristão e o mundo em que vivemos. 
É claro que, enquanto neste mundo, o crente acaba convivendo com suas dinâmicas e se adéqua de maneira a não criar atritos e ferir seus princípios.

A Bíblia nos exorta sobre o perigo dessa convivência e nos adverte sobre a precaução necessária para não nos ferirmos na caminhada. 

O mundo fere a nossa fé em Deus
 A Palavra nos ensina a vencer as filosofias desse mundo que querem destruir a nossa fé no Deus verdadeiro. Desde cedo as nossas crianças ficam expostas a teorias criadas por Satanás para deturpar as verdades bíblicas, ataques que só aumentam com os anos, com o intuito de colocar questionamentos no coração dos nossos adolescentes. 

Dúvidas sobre a divindade de Deus, a veracidade da Palavra, a salvação e a vida eterna são algumas das setas que o inimigo tem atirado sobre nossos alunos para que percam a intimidade com Deus e vivam fora dos parâmetros bíblicos. 

Teorias como da Evolução, que contrariam a criação de Deus, ensinos sobre a bondade humana como requisito para alcançar a salvação, mentiras sobre a inexistência do inferno e a banalização dos conceitos “certo” e “errado” contrariam o que a Bíblia ensina.

Livros, filmes, programas de TV e brincadeiras que zombam da fé cristã colocam armadilhas diante dos nossos adolescentes para afastá-los de Deus. A Bíblia nos exorta em 2 Coríntios 2.11 sobre os ardis de Satanás e o quanto ele trabalha para nos destruir, a fim de que não sejamos derrotados por ele (1 Pedro 5.8). 

O mundo fere o nosso caráter

O que revela o nosso caráter para o mundo são as atitudes e escolhas do cotidiano. No trabalho, na escola, na igreja ou em qualquer outro lugar, somos revelados pelas nossas ações.

 A busca pela aceitação do grupo, o desejo desenfreado de sobressair, a pressão para provarem que são capazes impulsionam nossos adolescentes ao comportamento reprovado pelas Escrituras Sagradas. O uso de drogas, a pornografia, sexo fora do casamento, rebeldia, 
materialismo, enfim, tantas ciladas com um único objetivo: desviarmos dos planos maravilhosos de Deus! 

E é nesse relacionamento perigoso que muitos adolescentes sem orientação se perdem e escrevem um caminho de dores para suas próprias vidas. Escolhas erradas, amigos errados, caminhos de pecado levam-no para mais longe de Deus.

O mundo fere a nossa família

Quando o adolescente cristão se deixa envolver com este mundo e passa a pautar sua vida pelos parâmetros estabelecidos por essa geração pecaminosa termina por expor seu coração à rebeldia e desafeto, tornando o ambiente familiar conflituoso. 

A desobediência aos pais e o desprezo pelas regras geram a desunião da família e o sofrimento dos entes queridos, mas infelizmente o adolescente muitas vezes não percebe o que está fazendo até que a situação se torna insustentável. 

É nessa hora que o desejo de explorar o mundo, a diversão, a “galera” ocupam o primeiro lugar no coração do jovem e o cega para as coisas verdadeiramente importantes. 

Como na parábola do filho pródigo, alguns abrem mão do precioso convívio com a família em busca de aventuras e prazer e acabam encontrando somente tristeza e decepção. É nesse envolvimento com o mundo e o que nele há que muitos machucam o coração dos familiares e levam angústia e preocupação àqueles que se importam conosco de verdade (1 João 2.15-17).

O mundo fere a nossa comunhão com Deus
Em Gálatas 5.16-25, Paulo é muito claro em nos explicar sobre os perigos de cedermos às vontades da nossa carne e como elas se diferem do fruto do Espírito. 

Quando cedemos à tentação e nos envolvemos com as coisas vis deste mundo criamos um abismo entre nós e o nosso Deus. Nunca devemos subestimar o poder do inimigo brincando com o pecado, mas devemos nos revestir das armas que Deus nos deixou para termos vitória sobre o destruidor (Ef 6.10-17).

A firme decisão de nos colocarmos ao lado do Senhor para servi-lo e adorá-lo certamente nos separará deste mundo. Não há possibilidades de relacionamento com os dois, pois, ou somos cristãos verdadeiros, sujeitando-nos a Deus e fugindo do mal (Tiago 4.7) ou nos inclinamos à carne. 

Em Romanos 8, a partir do versículo 5, vemos o perigo da inclinação ao pecado. Quando a carne sobressai em nossas vidas interfere de maneira direta em nossa vida espiritual impedindo a nossa adequação às Leis de Deus e consequentemente de agradá-lo.


Susana dos Santos Cirqueira é pedagoga, Coordenadora Geral do Departamento Infantil “Crescendo em Cristo”, Professora de Evangelização Infantil da Escola de Missões das Assembleias de Deus (EMAD) e Coordenadora do Curso de Ensino para Professores Evangelistas de Crianças (Cepec)